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Inconformistas

Não percas o rasto destas atletas paralímpicas, a derrubar barreiras com Espírito Paralímpico

Há apenas alguns dias, Pequim, a capital chinesa, recebeu cerca de 600 dos melhores atletas paralímpicos do mundo e tornou-se a primeira cidade a acolher tanto os Jogos Paralímpicos de Verão como os de Inverno.

Muitas dessas 600 atletas são mulheres e hoje queremos dedicar-lhes esta entrada do nosso blogue, para destacar o seu esforço, a sua persistência e a sua dedicação. O seu espírito paralímpico fez com que permanecessem sempre na primeira linha, derrubando barreiras.

Pequim 2022

Oksana Masters, Estados Unidos

Oksana Masters é uma dessas atletas incansáveis com dez medalhas paralímpicas em quatro disciplinas diferentes: biatlo e esqui de fundo nos Jogos Paralímpicos de Inverno, e remo e ciclismo nos Jogos Paralímpicos de Verão. Com apenas 14 anos, teve de enfrentar a amputação das duas pernas. Tem também problemas nas mãos, o que a obriga a colar as luvas ao esqui.

Entrando já no tema pessoal, detesta um pensamento muito comum entre algumas pessoas que opinam que só aparece em cena para ganhar. Oksana dá verdadeira importância ao que as pessoas pensam dela e esforça-se por acreditar em si mesma, o que nem sempre lhe é fácil. Como ela própria contou em alguma ocasião, tudo isto começou com a sua mãe: "Ela acreditava tanto em mim que eu queria mostrar-lhe que tinha razão".

Masters ganhou dois ouros no ciclismo nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 que se realizaram no verão de 2021. Prova da sua contínua superação, a atleta tinha sido operada apenas 3 meses antes para lhe remover os gânglios linfáticos e um tumor.

Esta atleta completa tem a destreza suficiente para dominar várias disciplinas de verão e de inverno, algo que reconhece ser muito difícil, pois trabalha grupos musculares muito diferentes: “O ciclismo é todo empurrar, por isso é tudo ombros, peito e bíceps. E no esqui, perdes o peito, os bíceps e os ombros, e são mais os dorsais e o core".

Birgit Skarstein, Noruega

Birgit Skarstein tornou-se nos Jogos Paralímpicos de Verão 2020 em Tóquio a primeira campeã paralímpica da história da Noruega. Na altura, tinha ganho no skiff individual feminino PR1.

Foi escolhida como porta-estandarte da Noruega nos Jogos Paralímpicos de Inverno de PyeongChang 2018, onde não conseguiu medalha, mas terminou na 7.ª posição nos 5 km de esqui de fundo feminino.

Além disso, tem uma faceta televisiva que alguns no seu país já conhecem: participou no programa da televisão norueguesa 'Skal vi danse?' (Vamos dançar?).

A sua história passa por uma injeção epidural mal administrada em 2010 que paralisou o seu corpo da cintura para baixo.

Apenas 4 anos depois, o seu espírito paralímpico férreo levou-a à sua estreia nos Jogos Paralímpicos de Inverno em Sochi 2014. Dois anos mais tarde, no Rio 2016, ficou perto do pódio no remo. Esta disciplina é, precisamente, a sua prioridade, embora tenha afirmado que combinar o esqui com o remo é uma excelente escolha: “O remo torna-me melhor esquiadora, pois dá-me força e resistência, assim como uma mentalidade competitiva. O esqui dá-me as horas e horas que preciso como treino base".

Jessica Gallagher

Jessica Gallagher, Austrália

Jessica Gallagher é uma atleta que conta no seu currículo com uma vasta lista de “primeiras vezes” para a história do desporto australiano. Celebrou a sua primeira participação em uns jogos paralímpicos em Vancouver 2010, no dia do seu aniversário, aliás. Por isso, quando Gallagher recorre à memória, a nostalgia inunda as recordações desses momentos.

Continuando pelo caminho das “primeiras vezes” que vos contámos antes, Jessica conquistou o bronze no eslalon em Vancouver e tornou-se a primeira mulher no seu país a ganhar uma medalha nos Jogos Paralímpicos de Inverno. Mas a história não fica por aqui, também foi a primeira atleta a representar a Austrália tanto nos Jogos de Verão, em Londres 2012, altura em que competiu no salto em comprimento e no lançamento do dardo.

a primeira atleta a representar a Austrália tanto nos Jogos de Verão, em Londres 2012, altura em que competiu no salto em comprimento e no lançamento do dardo.

Por fim, ergueu-se também como a primeira desportista da Austrália a ganhar medalhas em ambas as versões dos Jogos Olímpicos, graças ao seu bronze na contrarrelógio feminina de 1 km no paraciclo. Prémio que repetiu posteriormente em Sochi 2014.

Para quem não conhece bem como se desenrola uma competição de esqui alpino, ela define-o na perfeição quando diz que: "A confiança que se exige entre o esquiador e o guia não tem comparação". Isto acontece porque um guia vai à frente dos atletas informando-os das instruções através de auscultadores Bluetooth.

Jessica assegura que "A confiança que se exige entre o esquiador e o guia não tem comparação". "As decisões e a comunicação que chegam através desses auscultadores acontecem numa décima de segundo".

Momoka Muraoka, Japão

Momoka Muruoka é uma esquiadora apaixonada pelas pistas. Apesar de ter começado no desporto em cadeira de rodas com o atletismo, uma vez que experimentou a velocidade das pistas, ficou encantada por ela. Com 17 anos, já era quinta no eslalon gigante de Sochi 2014.

Alguns anos depois, em PyeongChang 2018, foi a porta-estandarte do Japão.

Muruoka possuía um vasto medalheiro no esqui alpino: duas medalhas de bronze, duas de prata e um ouro no eslalon gigante sentado.

Ela conta em entrevistas que, uma vez terminados os jogos de inverno de PyeongChang 2018, começaram a despertar nela as ganas de experimentar o atletismo, algo que já tinha praticado quando era pequena. Dito e feito. Em apenas dois meses de treino, bateu o recorde japonês dos 100 m.

Nos recentes jogos de Tóquio 2020, terminou em 6.ª posição nos 100 m T54 femininos.

Daniel Aravich

Danielle Aravich, Estados Unidos

Danielle Aravich compete em duas disciplinas muito exigentes e, por se não ser suficientemente difícil, faz-o nos jogos de inverno e também nos de verão.

Se em Tóquio 2020 correu os 400 m T47, nos Jogos Paralímpicos de Inverno de 2022 competirá em esqui de fundo e biatlo.

A realidade é que na competição de verão não lhe restavam muitas alternativas, pois Danielle nasceu sem o antebraço esquerdo, pelo que só pode participar em provas de velocidade em pista.

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