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Usar a tecnologia para cuidar à distância: cinco conselhos da SPC para apoiar familiares seniores sem comprometer a sua autonomia

Usar a tecnologia para cuidar à distância: cinco conselhos da SPC para apoiar familiares seniores sem comprometer a sua autonomia

Entre a vontade de ajudar e o respeito pela independência, muitas famílias procuram hoje novas formas de acompanhar pais e avós no dia a dia. A tecnologia pode ser uma aliada importante, desde que seja utilizada para aproximar e não para substituir a relação humana.

À medida que a esperança média de vida aumenta e as famílias se tornam mais dispersas geograficamente, são cada vez mais os filhos e familiares que assumem o papel de cuidadores informais de pais e avós. Muitas vezes, este acompanhamento acontece à distância, conciliando trabalho, filhos e responsabilidades do dia a dia com a preocupação constante de garantir que está tudo bem com quem mais importa.

Neste contexto, a tecnologia pode desempenhar um papel importante na promoção da autonomia e da segurança dos utilizadores seniores, desde que seja colocada ao serviço das pessoas e não o contrário. A SPC, marca europeia de tecnologia para as família, sugere cinco recomendações para ajudar cuidadores e familiares a encontrar este equilíbrio.

 

1.      Acompanhar não significa controlar

Uma das maiores preocupações dos cuidadores é garantir a segurança dos seus familiares sem comprometer a sua independência. O acompanhamento deve ser entendido como uma forma de apoio e não de vigilância permanente.

Ferramentas que permitem saber se o telemóvel está ligado, se a bateria está carregada ou se ocorreu alguma situação invulgar podem oferecer tranquilidade sem interferir na rotina diária da pessoa sénior.

2.    Escolher tecnologia adaptada às necessidades reais

Nem todos os utilizadores têm as mesmas necessidades ou o mesmo nível de familiaridade com a tecnologia. Enquanto algumas pessoas procuram apenas um equipamento simples para chamadas e mensagens, outras valorizam funcionalidades mais avançadas, como videochamadas, navegação na internet ou pagamentos digitais. Por isso, a escolha do equipamento deve partir sempre dos hábitos e preferências da pessoa que o vai utilizar e não das expectativas dos familiares.

3.    Simplificar a experiência faz a diferença

Menus complexos, excesso de notificações ou aplicações desnecessárias podem transformar tarefas simples em experiências frustrantes.

Interfaces mais intuitivas, letras maiores, acessos rápidos aos contactos mais importantes ou a possibilidade de adaptar remotamente algumas definições podem contribuir para uma utilização mais confortável e autónoma.    

4.    Preparar o dispositivo antes de surgir a necessidade

Muitas famílias apenas começam a pensar em soluções de apoio quando surge um problema concreto. No entanto, configurar previamente funcionalidades de emergência ou contactos prioritários pode fazer toda a diferença em situações inesperadas.

Definir um contacto SOS, garantir que os números mais importantes estão facilmente acessíveis ou ajustar o volume e o tamanho dos caracteres são pequenos passos que podem aumentar significativamente a confiança e a segurança de quem utiliza o equipamento. 

A pensar também nas necessidades da população sénior, a SPC disponibiliza equipamentos como as gamas POLARIS e ZEUS 2, que podem ser configurados remotamente através da aplicação SPC Care. Esta funcionalidade permite que familiares ou cuidadores façam ajustes no dispositivo a partir do seu próprio smartphone, simplificando a utilização e promovendo uma maior autonomia dos utilizadores. 

5.    A tecnologia deve aproximar pessoas

O objetivo da tecnologia não deve ser substituir visitas, chamadas ou momentos em família, mas sim facilitar a comunicação e reforçar a ligação entre gerações. Uma simples videochamada, uma fotografia partilhada ou uma mensagem enviada diariamente continuam a ser algumas das ferramentas mais eficazes para combater o isolamento e promover o bem-estar emocional.

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